MANUAL

DO VESTIBULANDO

Chelry Fernanda Alves de Jesus

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2010


 

ÍNDICE

INTRODUÇÃO..............................................................................................................03

CLASSIFICAÇÃO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR NO BRASIL.....................................05

FORMAS DE INGRESSAR NUMA INSTITUIÇÃO SUPERIOR DE ENSINO (IES).06

ENEM............................................................................................................................07

SISU..............................................................................................................................26

PROUNI.........................................................................................................................17

FIES...............................................................................................................................32

COTAS..........................................................................................................................36

BOLSA DE ESTUDO.....................................................................................................37

CURSOS E INSTITUIÇÕES..........................................................................................38

BIBLIOGRAFIA..............................................................................................................39


INTRODUÇÃO

 

 

            O presente manual do vestibulando é um documento que reuni informações relevantes á todos que pretendem ingressar numa Instituição de Ensino Superior (IES) no Brasil, para fazer Curso de Graduação. Esclarecendo sobre as exigências necessárias para entrar nas Instituições, as modalidades de cursos, as formas de ingressar, esclarecer dúvidas sobre o ENEM, PROUNI, SISU, FIES, Bolsas de Estudos, Sistema de Cotas, as Instituições de Ensino Superior que tem no país que são credenciadas pelo MEC e os cursos autorizados e reconhecidos. Além de dar dicas aos vestibulandos.

 

 

 

 

“(...) Não haveria educação se o homem fosse um ser acabado. O homem pergunta-se: quem sou? De onde venho? Onde posso estar? O homem pode refletir sobre si mesmo e colocar-se num determinado momento, numa certa realidade: é um ser na busca de ser mais e, como pode fazer esta auto-reflexão, pode descobrir-se como um ser inacabado, que está em constante busca. Eis aqui a raiz da educação. (...) A educação, portanto, implica uma busca realizada por um sujeito que é o homem.

O homem deve ser o sujeito de sua própria educação. Não pode ser objeto dela” (FREIRE, 2001,p.27).

 

CLASSIFICAÇÃO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR NO BRASIL

            A educação escolar compõe-se da EDUCAÇÃO BÁSICA formada pela educação Infantil, ensino fundamental e ensino médio e há EDUCAÇÃO SUPERIOR. (LDB, 1996). De acordo com a Redação dada pela Lei nº 11.632, de 2007:

A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas:

I - cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde que tenham concluído o ensino médio ou equivalente;

II - de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo;

III - de pós-graduação, compreendendo programas de mestrado e doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino;

IV - de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino.

            A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos, observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino.

  A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos:

I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional;

II – de educação profissional técnica de nível médio;

III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação.

            Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne a objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação.

 

 

FORMAS DE INGRESSAR NUMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR (IES)

 

Como ingressar numa Instituição de Ensinos Superior (IES) para fazer um curso de graduação?

           

            No Brasil, existem duas formas básicas de se entrar numa Instituição de Ensino Superior: o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio, que ainda não é aceito por todas as instituições) e o vestibular, realizado depois da conclusão do terceiro ano do ensino médio (antigo segundo grau). Algumas Instituições de Ensino Superior (IES) adotam programas de avaliação seriada, ou seja, o aluno durante o Ensino Médio realiza uma prova ao final de cada série (1°, 2° e 3° anos) acumulando pontos ao final do ensino médio, depois é classificado de acordo com a sua pontuação. Exemplo do processo seriado é o PAS feito pela UNB- Universidade de Brasília, o SAS feito pela UEG-Universidade Estadual de Goiás, para maiores informações consulte http://www.vestibularseriado.com.br/universidades-com-vestibular-seriado ou site da própria Instituição.

O que é transferência, quem pode pedir?

            Após o ingresso em uma Instituição de Ensino Superior o estudante tem o direito de transferir de curso ou turno na própria instituição (transferência interna) ou mudar de instituição (transferência externa), desde que haja vaga ociosa no curso pretendido. É importante ver o regulamento da Instituição pra onde pretende transferir, porque cada Instituição tem suas normas, algumas exigem resolução de prova, outras só fazem entrevista. Se caso consiga a transferência, há possibilidade de aproveitamento das matérias cursadas anteriormente, não ficando o aluno restrito a começar novamente, mas vai depender de cada Instituição e seus critérios de aceitação do aproveitamento das disciplinas. Portanto não é direito líquido certo aproveitar as disciplinas cursadas, então é extremamente importante conhecer as normativas da Instituição onde pretende transferir, para evitar possíveis transtornos.

O que é Portador de Diploma?

            Todo estudante que concluir a graduação e obter o diploma é configurado a ele o direito de Portador de Diploma, ou seja, será permitido seu egresso em qualquer Instituição para fazer outro curso de graduação sem precisar passar pelo processo do vestibular novamente, mas cada IES tem um regulamente para aceitação dos Portadores de Diploma, alguns exigem uma avaliação escrita ou até mesmo oral. O pedido de ingresso como portador de diploma não obriga a Instituição a dar a vaga, pois há uma fila de espera de candidatos aguardando vagas ociosas. É importante salientar que é interessante usar esse direito em cursos que tenha afinidade com o curso de graduação concluído, pois possibilitará o aproveitamento de matérias (ver regulamento da Instituição) e encurtará o tempo de estudo no novo curso, e ainda facilitará entrar na IES, pois dificilmente surge vagas ociosas nos 1° anos. Algumas pessoas que já tem curso superior optam em fazer o vestibular novamente porque acreditam que será mais rápido seu ingresso no novo curso, devido a burocracia exigida ao portador de diploma, principalmente em Instituições Públicas.

Quais são os tipos de Instituição de Ensino Superior (IES)  que existem?

Rede pública (FEDERAIS, ESTADUAIS, MUNICIPAIS)

Rede privada (PARTICULARES)

Importante: Antes de escolher um curso e a Instituição deve-se verificar se estes são reconhecidos pelo MEC. Para saber se um curso de uma instituição é autorizado consulte: http://emec.mec.gov.br/

ENEM

O que é o Enem?

            O Enem é um exame individual, de caráter voluntário, oferecido anualmente aos estudantes que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos anteriores. Sendo realizado desde 1998 no Brasil, seu objetivo principal é possibilitar uma referência para auto-avaliação, a partir das competências e habilidades que estruturam o Exame.

            O modelo de avaliação adotado pelo Enem foi desenvolvido com ênfase na aferição das estruturas mentais com as quais construímos continuamente o conhecimento e não apenas na memória, que, mesmo tendo importância fundamental, não pode ser o único elemento de compreensão do mundo.

            Diferentemente dos modelos e processos avaliativos tradicionais, a prova do Enem é interdisciplinar e contextualizada. Enquanto os vestibulares promovem uma excessiva valorização da memória e dos conteúdos em si, o Enem coloca o estudante diante de situações-problema e pede que mais do que saber conceitos, ele saiba aplicá-los.

            O Enem não mede a capacidade do estudante de assimilar e acumular informações, e sim o incentiva a aprender a pensar, a refletir e a “saber como fazer”. Valoriza, portanto, a autonomia do jovem na hora de fazer escolhas e tomar decisões.

 

A Prova

            Para a elaboração da prova do Enem, constituída de uma parte objetiva e uma redação, é utilizada uma matriz de competências. Neste caso, a palavra competência está ligada à capacidade do estudante, entre outras coisas, em dominar a norma culta da Língua Portuguesa, compreender fenômenos naturais, enfrentar situações-problema, construir argumentações consistentes e elaborar propostas que atentem para as questões sociais. A cada competência corresponde um conjunto de “habilidades”, que seriam a demonstração prática dessas competências.

Parte Objetiva  

            Quem já fez ou teve contato com a prova objetiva do Enem percebe que se trata de uma avaliação diferente. Isso porque as 63 questões do Exame não favorecem a decoreba, não oferecem pegadinhas, nem exigem macetes.

            A prova do Enem é interdisciplinar, ou seja, ao contrário de muitos vestibulares, não é dividida por disciplinas, mas procura reunir conhecimentos de diversas áreas em uma mesma questão, relacionando-os.

            O Exame avalia a sua capacidade em resolver situações-problema. Esta é outra das suas particularidades. Entendida como uma forma de aprendizagem, a situação-problema propõe interação com a questão e a reflexão sobre ela. É por esta razão que os conceitos decorados e macetes, técnicas comuns em cursinhos pré-vestibulares, não ajudam muito. O que conta é o conhecimento adquirido na vida escolar e no dia-a-dia.

 

Redação

            A proposta de redação do Enem é baseada em diferentes textos e linguagens que tratam de temas atuais e nacionais. Estes textos estimulam a reflexão e a avaliação a respeito dos argumentos, informações, fatos e opiniões que apresentam. A partir dessa análise, o participante do Enem deve criar um novo texto argumentativo-dissertativo, onde apresente seu ponto de vista.

Fonte: http://historico.enem.inep.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12&Itemid=34

 

Saiba tudo sobre as alterações do Enem e sobre o Sistema de Seleção Unificado.

Qual a principal diferença entre o Enem tradicional e o novo Enem?

            Até 2008, o Enem era uma prova clássica com 63 questões interdisciplinares, sem articulação direta com os conteúdos ministrados no ensino médio, e sem a possibilidade de comparação das notas de um ano para outro. A proposta é reformular o Enem para que o exame possa ser comparável no tempo e aborde diretamente o currículo do ensino médio. O objetivo é aplicar quatro grupos de provas diferentes em cada processo seletivo, além de redação. O novo exame será composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.

Por que mudar o Enem? 

            A grande vantagem que o MEC está buscando com o novo Enem é a reformulação do currículo do ensino médio. O vestibular nos moldes de hoje produz efeitos insalubres sobre o currículo do ensino médio, que está cada vez mais voltado para o acúmulo excessivo de conteúdos. A proposta é sinalizar para o ensino médio outro tipo de formação, mais voltada para a solução de problemas. Outra vantagem de um exame unificado é promover a mobilidade dos alunos pelo País. Centralizar os exames seletivos é mais uma forma de democratizar o acesso a todas as universidades.

Por que fazer o Enem? 

            A média de desempenho obtida no Enem será imprescindível para pleitear uma vaga nas instituições de ensino superior que adotarem o exame como ferramenta de seleção, de maneira integral ou parcial. Além disso, o Enem continua a servir como referência para uma auto-avaliação sobre o ensino médio e qualidade do ensino, e sua nota continuará a ser critério de seleção de bolsas de estudo no Programa Universidade para Todos (ProUni). O Enem vai ainda promover a certificação de jovens e adultos no ensino médio e, a partir do ano que vem, vai medir o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituições de ensino superior.

Quem poderá participar do novo Enem?

            O novo Enem manterá a característica de ser um exame voluntário. Alunos concluintes do ensino médio e pessoas que terminaram este nível de ensino em anos anteriores, os chamados egressos, ainda podem realizar a prova. A novidade é que a prova vai valer também para certificação de conclusão do ensino médio, o que torna o Enem também uma oportunidade para cidadãos sem diploma nesse nível de ensino, desde que na data de realização da prova tenham 18 anos, no mínimo.

É recomendável aos alunos que ainda não vão concluir o ensino médio neste ano fazer o Enem?

            Não. O Enem foi criado especificamente para os estudantes que estão no último ano ou que já concluíram o ensino médio. O Ministério da Educação aconselha que os alunos prestem o exame no período mais adequado, que é o ano de conclusão desse nível de ensino. Alunos de outras séries sempre terão oportunidade de se preparar para a prova analisando as edições anteriores do exame, que ficarão disponíveis na página do Inep/MEC imediatamente após sua aplicação.

Como são feitas as inscrições para o Enem?

            Todas as inscrições para o Enem são realizadas exclusivamente pela Internet,  no endereço:  http://enem.inep.gov.br/inscricao

            Os concluintes de escolas públicas e privadas deverão ficar atendo ao período de inscrição que geralmente é no meio do ano. Ao se inscrever deverão adotar o seguinte procedimento:

 

*acessar a página da Internet http://enem.inep.gov.br/inscricao, durante o período das inscrições;
*preencher o cadastro de inscrição;
*enviar os dados e verificar se a transferência foi concretizada, mediante confirmação por mensagem de retorno, que será enviada para o e-mail informado no cadastro de inscrição;
*o concluinte do ensino médio da escola pública deverá imprimir, na seqüência, o comprovante de inscrição;
*o concluinte do ensino médio da escola privada deverá imprimir, na seqüência, o boleto para efetuar o pagamento em qualquer agência de estabelecimento bancário, o valor do ano passado foi de R$ 35,00 (trinta e cinco reais), ou solicitar isenção da taxa de inscrição; Confirmar a inscrição na data pré-estabelecida.

Atendimento especial para o Enem

            Para receber atendimento apropriado, o participante com deficiência física deverá obrigatoriamente declarar, no ato da inscrição, o tipo de atendimento especial que necessita para realizar o exame.
Aos detentos ou internos, matriculados em programas especiais de educação de ensino médio em unidades prisionais ou hospitalares, será oferecido aplicação da prova nos locais de detenção ou internação em que se encontrem, mediante termo de compromisso específico. Para isso, a coordenação responsável deverá solicitar ao Inep o formulário do Termo de Compromisso para a aplicação do Enem. O documento deverá ser encaminhado ao Instituto
até uma data limite pré-estabelecida no edital.

Qual a taxa para inscrição no Enem?

            Alunos concluintes do ensino médio em escolas públicas se inscrevem ao Enem gratuitamente. Também não pagam taxa todos os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) a partir de 2006. Para os outros casos, a isenção deverá ser solicitada no endereço eletrônico www.enem.inep.gov.br/inscricao (fique atendo há um prazo pra solicitação). A relação de pedidos deferidos será divulgada depois. Nas demais situações, o valor da taxa de inscrição deverá ser pago.

Confirmação de inscrição

            Todos os devidamente inscritos receberão o Manual do Inscrito, contendo as informações gerais sobre o Enem, as competências e habilidades a serem avaliadas, os critérios de avaliação de desempenho dos participantes nas provas, bem como o questionário socioeconômico, com folha de respostas própria. O Manual do Inscrito será enviado, via Correios, para o endereço indicado no ato da inscrição. O inscrito no Enem deverá responder o questionário socioeconômico e entregar a folha de respostas no dia e local de realização das provas.            

            O inscrito também irá receber um Cartão de Confirmação de Inscrição. O cartão contém o local onde será realizado o exame, o número de inscrição, a senha de acesso aos resultados individuais e a folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico. Caso o inscrito não receba o seu Cartão de Confirmação de Inscrição até a data limite, deverá  entrar em contato com o Programa Fala Brasil, pelo telefone 0800-616161 ou acessar a página http://enem.inep.gov.br/consulta

 

Aplicação da prova

O Enem é aplicado em dois dias, da seguinte maneira:

 

1° dia geralmente (sábado): das 13h às 18h30 . Prova I:  Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias.
2° dia geralmente (domingo): das 13h às 18h30 – Prova II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias.

            Os portões de acesso aos locais de prova são abertos às 12h e fechados às 12h55, horário de Brasília-DF. As provas são aplicadas às 13h, em todo o território nacional.
            É recomendável que o inscrito compareça ao local de realização da prova com antecedência de uma hora. Será necessário apresentar original ou cópia devidamente autenticada de documento de identificação, Cartão de Confirmação de Inscrição, folha de respostas do questionário socioeconômico, caneta esferográfica de tinta preta, lápis preto nº 2 e borracha macia.

            Por motivo de segurança, não será permitido aos participantes se ausentarem da sala de provas antes de decorridas duas horas do início do exame. Os participantes só poderão sair com o caderno de questões após quatro horas de prova.

Quem elabora a nova prova do Enem?

 

            As provas do Enem sempre são elaboradas por especialistas do Inep. A elaboração exige domínio da tecnologia em avaliação educacional empregada, que é especializada e complexa, e na qual o Inep possui experiência de mais de dez anos – Teoria da Resposta ao Item (TRI). As diretrizes dessa prova – isto é, objetivos, conteúdos, enfim, o desenho – é que serão definidas pelo Comitê de Governança.

 

As disciplinas abordadas pela prova do Enem terão pesos diferentes?

            A prova do Enem trará cinco notas diferentes, uma para cada área do conhecimento avaliada e uma para a redação. Não haverá diferenciação dos pesos. O que pode ocorrer é que, nos processos seletivos, as instituições utilizem pesos diferenciados entre as áreas para classificar os candidatos, de acordo com os cursos pleiteados.

As questões da prova terão pesos diferentes?

            A nova prova do Enem será estruturada na metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI), que garante a comparabilidade das notas entre diferentes edições a partir da calibração do grau de dificuldade das questões. Dessa forma, diferentemente dos anos anteriores, as questões da prova do Enem serão distribuídas em graus diferenciados de complexidade. Isso significa que, no cálculo final da nota em cada área, as questões mais difíceis valem mais que as questões menos complexas.

Haverá questões regionais na prova do Enem?

            Não. Nenhum exame do Inep/MEC contempla questões regionais. Todas as avaliações, como a Prova Brasil / Saeb, Enem etc., têm caráter nacional e devem garantir iguais condições de participação entre estudantes de qualquer lugar do País. Conteúdos regionais poderiam prejudicar estudantes entre as regiões diversas.

Uma pessoa que não for bem no Enem 2009 terá a chance de fazer outra prova e melhorar a sua nota?

            Sim, o aluno pode fazer o Enem quantas vezes quiser, mesmo que tenha concluído o ensino médio já há alguns anos.


Haverá mais de uma edição do Enem por ano?

            A proposta inicial é a de que o Enem seja oferecido duas vezes por ano. O Enem 2009 foi aplicado nos dias 3 e 4 de outubro, e uma nova edição deverá ser aplicada em março ou abril de 2010. (Fiquem atentos)!

Como estudar para o novo Enem? Alunos que já estão se preparando para o vestibular tradicional serão prejudicados?
 

            O novo Enem é estruturado levando em conta os conteúdos ministrados no ensino médio. A inovação é na forma de abordagem desses conteúdos, com foco no conjunto de habilidades que o aluno deve ter ao final do ensino médio, e não na mera acumulação de fórmulas e informações desvinculadas da aplicação. Ou seja, uma prova que valorize mais o raciocínio e não a chamada “decoreba”. Portanto, quem vem se preparando para uma prova tradicional de seleção e para o antigo Enem está preparado para o novo Enem.

A nova prova do Enem vai trazer questões sobre língua estrangeira?

            O Comitê de Governança definiu que o Enem 2009 não teria questões de língua estrangeira. A partir da próxima edição da prova isso será abordado, e já consta da matriz de habilidades e conteúdos associados do Enem 2009. 

O Inep/MEC continuará a divulgar os resultados do Enem por escola?

            Sim. Não está prevista nenhuma alteração na divulgação dos resultados dos alunos no Enem por escola.

Para fazer o Enem o interessado já deve ter decidido o curso ou instituição onde pretende prestar o vestibular?

             Não. Na inscrição para o processo seletivo é que o aluno decide a qual curso quer concorrer.

Fonte: http://historico.enem.inep.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=83&Itemid=125

O SISTEMA DE SELEÇÃO UNIFICADA
 
Como será o sistema de seleção unificada?

            O candidato a uma vaga no ensino superior poderá concorrer a cinco cursos ou instituições, mas apenas naquelas universidades que adotarem o Enem como única forma de ingresso. As instituições que optarem utilizar o Enem como única avaliação para selecionar os ingressantes participarão de um Sistema de Seleção Unificada, informatizado e online. Nesse sistema, as universidades informarão quantas vagas têm disponíveis para cada curso, e qual é o peso que cada uma das grandes áreas do conhecimento terá na nota final do aluno – linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação e língua estrangeira); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. O aluno que participou do Enem 2009 se inscreve no sistema, que calculará sua nota final, já com os pesos estabelecidos, e o aluno poderá simular inscrição em até cinco cursos ou instituições, durante todo o período em que o sistema ficar disponível na Internet. Caso a universidade decida utilizar o Enem como segunda fase ou com a nota do Enem agregada à nota de um vestibular próprio, a instituição deverá decidir e publicar as regras de inscrição e participação em seus editais. O Sistema de Seleção Unificada só será utilizado pelas instituições que escolherem o Enem como única forma de seleção.

A universidade que optar pelo Enem apenas na primeira fase da seleção pode participar do sistema de vestibular unificado?

            Não. O Sistema de Seleção Unificada, informatizado e online, será aberto apenas às instituições/cursos que optarem por usar o Enem como fase única ou para preencher as vagas remanescentes ao fim da sua seleção.

Todas as instituições federais utilizarão o novo Enem como forma de seleção?

            A expectativa do MEC é que todas instituições federais adotem de alguma forma o novo Enem como seleção. Esse processo está sendo construído em parceria pelo Ministério da Educação, universidades, comunidade acadêmica e os gestores estaduais, sempre levando em conta a autonomia das universidades e das redes. O Comitê de Governança do novo Enem definiu o prazo de três anos para a consolidação do processo de seleção unificada. Nesse período, as instituições poderão compatibilizar o novo formato de seleção com as políticas afirmativas já adotadas pelas universidades e com outras modalidades de seleção. São quatro as possibilidades de se utilizar a nota do Enem: como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular. Cada IES divulgará em seus editais em qual formato participará em cada curso. O Comitê também definiu que, durante o período de implementação do sistema, um grupo de pesquisa constituído pelo Inep monitorará a migração das instituições federais de ensino superior para o novo processo seletivo. A proposta é avaliar as mudanças ocasionadas pelo novo método de ingresso dos alunos e, nos casos em que for necessário, propor adequações e aperfeiçoamentos ao sistema.  

As universidades são obrigadas a utilizar o novo Enem de alguma forma?

            Não. As universidades têm total autonomia para escolher qual é a ferramenta de seleção para acesso a seus cursos.

Tecnicamente, as mudanças na prova do Enem garantirão a comparabilidade das notas entre diferentes edições. Por quanto tempo valerá a nota do aluno para concorrer a uma vaga nos processos seletivos?

            Essa é uma decisão ainda pendente, a ser tomada em conjunto com o Comitê de Governança.

Quem já terminou o ensino médio há muito tempo pode fazer o Enem e participar do vestibular unificado?

            Sim, o Enem continua sendo uma prova voluntária, aberta a todos os concluintes ou egresso do Ensino Médio.

Após o resultado do Enem, o vestibulando pode mudar a opção de curso?

            Em qualquer uma das quatro possibilidades de se usar o Novo Enem como ferramenta de seleção para as universidades, o candidato só escolherá o curso depois do resultado do Enem.

Fonte: http://enem2010.com/enem/o-sistema-de-selecao-unificada

Para maiores informações acessar: http://sisu.mec.gov.br/perguntas_frequentes.html

PROUNI

O que é Prouni ?

            O Programa Universidade para Todos (ProUni) tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior.

            Podem se inscrever no processo seletivo do ProUni, os candidatos não portadores de diploma de curso superior que tenham realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e alcançado no mínimo 400 pontos na média das cinco notas (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e redação).

            Para concorrer às bolsas, o candidato deve, também, ter renda familiar de até três salários mínimos por pessoa e satisfazer a pelo menos uma das condições abaixo:

·         ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;

·         ter cursado o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;

·         ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral na instituição privada;

·         ser portador de deficiência;

·         ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrando o quadro de pessoal permanente de instituição pública e que estejam concorrendo a bolsas nos cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia. Nesses casos não é considerado o critério de renda.

 

Como é feita a inscrição?

            As inscrições são feitas exclusivamente pela internet, acessando o Sistema do ProUni (SisProUni). http://siteprouni.mec.gov.br/

            Para efetuar a inscrição, o candidato deverá informar seu número de inscrição no Enem e seu número no Cadastro de Pessoa Física (CPF). Ao efetuar sua inscrição o candidato também deverá informar um endereço de e-mail válido.

            No sistema, o candidato pode pesquisar as instituições e cursos participantes do Programa. Ao efetuar a inscrição, o estudante escolhe a modalidade de bolsa e até cinco opções de instituições de ensino superior, cursos, habilitações ou turnos dentre as disponíveis, conforme sua renda familiar per capita e sua adequação aos critérios do programa.

            As notas de corte de cada curso são informadas diariamente pelo Sistema, em caráter exclusivamente informativo. O candidato pode acompanhar as notas de corte e alterar suas opções até o encerramento do período de inscrição.

 

Pré-seleção e aprovação

            Encerrado o prazo de inscrição, o Sistema do ProUni classifica os estudantes, de acordo com as suas opções e as notas obtidas no Enem.

            Os estudantes pré-selecionados devem comparecer às instituições de ensino de posse dos documentos que comprovem as informações prestadas em sua ficha de inscrição. Para certificar-se da veracidade das informações prestadas, a instituição pode solicitar ao estudante a documentação que julgar necessária. É facultado às instituições a realização de processo seletivo próprio. Nesses casos, a instituição deve informar previamente os candidatos sobre os critérios de aprovação.

            Os candidatos aprovados terão seu nome registrado no Sisprouni, com emissão do Termo de Concessão de Bolsa. Finalizada a primeira etapa, é aberta uma segunda etapa de inscrição, destinada à pré-seleção de candidatos às bolsas que não foram ocupadas na etapa anterior, e que ocorre de forma similar. Os candidatos reprovados na primeira etapa podem se inscrever novamente, assim como os que não participaram da primeira etapa.

            Maiores informações consulte os site: http://siteprouni.mec.gov.br/

Fonte: http://siteprouni.mec.gov.br/como_funciona.html

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre o ProUni e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu)?

            O Programa Universidade para Todos (ProUni) oferece bolsas de estudos em instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros, sem diploma de nível superior.

            O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação, por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionarão novos estudantes exclusivamente pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2009.

 

Posso efetuar a inscrição para o ProUni e também para o Sisu?

Sim. Porém, não é permitido ao estudante matriculado em instituição pública de educação superior ser bolsista do ProUni. Assim, se for selecionado pelo ProUni, o estudante deverá optar por cursar a instituição pública ou a instituição privada na condição de bolsista do Programa.

Quais os tipos de bolsa oferecidos pelo ProUni?

Bolsa integral: para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio.

Bolsa parcial de 50%: para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos.

 

Quais são as instituições que participam do ProUni?

            A lista das instituições participantes do Processo, consulte o site:

            http://prounialuno.mec.gov.br/consulta/cursos/

 

É preciso fazer o vestibular para concorrer a uma bolsa do ProUni?

            Não, o candidato à bolsa do ProUni não precisa fazer vestibular nem estar matriculado na instituição em que pretende se inscrever. Entretanto, é facultado às instituições participantes do Programa submeterem os candidatos pré–selecionados a um processo seletivo específico e isento de cobrança de taxa. Essa informação está disponível ao candidato, no momento da inscrição.

Qual é a relação entre o ProUni e o Enem?

            Só pode se candidatar ao processo seletivo ProUni, referente ao primeiro semestre de 2010, o estudante que tiver participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 e obtido a nota mínima de 400 pontos na média das cinco notas obtidas nas provas do Exame. Não são consideradas as notas obtidas nos exames anteriores. Os resultados do Enem são usados como critério para a distribuição das bolsas de estudos, isto é, as bolsas são distribuídas conforme as notas obtidas pelos estudantes no Enem.

Basta fazer o Enem para se candidatar a uma bolsa do ProUni?

            Não, além de ter feito o Enem 2009 e obtido a nota mínima de 400 pontos estabelecida pelo MEC, é preciso que o estudante tenha renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos e satisfaça uma das condições abaixo:

*ter cursado o ensino médio completo em escola pública, ou

*ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa integral da instituição, ou  

*ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição, ou

*ser pessoa com deficiência, ou

*ser professor da rede pública de ensino básico, em efetivo exercício do magistério, integrando o quadro permanente da instituição e concorrendo a vagas em cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia. Neste caso, a renda familiar por pessoa não é considerada.

 

Há uma nota mínima para participar do processo seletivo do ProUni?

            Sim, a nota mínima estabelecida pelo MEC para participação do processo seletivo 1°/2010 é de 400 (quatrocentos) pontos na média. Esta nota é calculada somando–se todas as notas das cinco provas do Enem 2009 (Redação, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias) e dividindo por cinco.

Qual o período de inscrições para o processo seletivo do ProUni?

            As inscrições são realizadas exclusivamente pela Internet, acessando o Sistema do ProUni nesta página e todos os horários referem–se ao horário oficial de Brasília. Geralmente feito no início de cada semestre: janeiro e julho.

Como fazer a inscrição no ProUni?

            As inscrições são feitas exclusivamente pela Internet, acessando o Sistema do ProUni nesta página. Para se inscrever, o candidato deverá acessar o sistema e informar seu número de inscrição no Enem, CPF e senha. Caso o candidato tenha efetuado sua inscrição no Sistema de Seleção unificada (Sisu), deverá utilizar a senha já cadastrada naquele sistema.

            Caso contrário, deverá utilizar a senha cadastrada no Enem 2009. Neste caso, o sistema solicitará que o candidato crie uma nova senha.

            O sistema também solicitará que o candidato informe um e–mail válido. Muita atenção ao cadastrar o e–mail, pois somente por meio dele o estudante poderá, caso necessite, recuperar sua senha do ProUni.

            Caso o candidato tenha esquecido seu número de inscrição ou sua senha do Enem, deverá recuperá–la no endereço www.enem.inep.gov.br.

            Ao efetuar sua inscrição, o candidato escolhe até cinco opções de curso, turno e instituição de ensino superior, dentre as disponíveis conforme seu perfil socioeconômico. É importante ressaltar que essas opções poderão ser alteradas a qualquer tempo, dentro do período de inscrições do ProUni. Assim, o candidato poderá efetuar sua inscrição e posteriormente acessar novamente a ficha de inscrição podendo fazer alterações, caso desejar.

            A ficha de inscrição válida para efeito da pré–seleção é aquela com as últimas alterações efetuadas pelo estudante, dentro do período estabelecido.

 

Como fazer a inscrição caso o estudante não possua computador?

            Todas as instituições participantes do ProUni devem oferecer acesso gratuito à Internet para os estudantes que desejarem se inscrever.

É possível escolher qualquer curso em qualquer instituição?

            Sim, desde que a instituição escolhida seja participante do ProUni. Ao fazer sua inscrição, o candidato escolhe até cinco opções de curso, turno e instituição de ensino superior, dentre as disponíveis conforme seu perfil socioeconômico. No entanto, há cursos que exigem requisitos específicos para matrícula. Em alguns cursos de Ciências Aeronáuticas, por exemplo, o estudante deve ter, dentre outras exigências, licença de piloto privado e um número específico de horas de vôo para poder se matricular. Assim, é necessário muita atenção ao efetuar as opções de curso no momento da inscrição no ProUni, pois caso a matrícula não seja possível em função de requisitos desse tipo, o candidato perderá o direito à bolsa.

O ProUni reserva cotas para afrodescendentes, indígenas e para as pessoas com deficiência?

            Sim, o ProUni reserva bolsas às pessoas com deficiência e aos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos. O percentual de bolsas destinadas aos cotistas é igual àquele de cidadãos pretos, pardos e indígenas, em cada Estado, segundo o último censo do IBGE. Vale lembrar que o candidato cotista também deve se enquadrar nos demais critérios de seleção do ProUni.

Como calcular a renda familiar por pessoa?

            A renda familiar por pessoa é calculada somando–se a renda bruta dos componentes do grupo familiar e dividindo–se pelo número de pessoas que formam este grupo familiar. Se o resultado for até um salário mínimo e meio, o estudante poderá concorrer a uma bolsa integral. Se o resultado for maior que um salário mínimo e meio e menor ou igual a três salários mínimos, o estudante poderá concorrer a uma bolsa parcial de 50%. Entende–se como grupo familiar, além do próprio candidato, o conjunto de pessoas residindo na mesma moradia que o candidato que, cumulativamente, usufruam da renda bruta mensal familiar, e sejam relacionadas ao candidato pelos seguintes graus de parentesco: pai, padrasto, mãe, madrasta, cônjuge, companheiro(a), filho(a), enteado(a), irmão(ã), avô(ó).

Como saber os resultados da pré–seleção do ProUni?

            Os resultados do processo seletivo do ProUni são disponibilizados na Internet, por no Portal do MEC ou pelo telefone 0800.616161 e ainda pelas instituições participantes do ProUni.

            É de inteira responsabilidade dos candidatos pré–selecionados observarem o cumprimento dos prazos estabelecidos, bem como o acompanhamento de eventuais alterações.

 

Quando será divulgado o resultado do processo seletivo do ProUni?

            Ressaltamos que é de inteira responsabilidade dos candidatos pré–selecionados observar o cumprimento dos prazos acima estabelecidos, bem como o acompanhamento de eventuais alterações, por meio da página eletrônica do ProUni na Internet ou da Central de Atendimento do MEC 0800.616161. A eventual comunicação por via eletrônica do MEC aos candidatos tem caráter meramente complementar.

Como proceder após ter sido pré-selecionado?

            O candidato deve se dirigir à instituição para a qual foi pré–selecionado, levando os documentos que comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição. É de inteira responsabilidade do estudante o comparecimento no período estabelecido pelo MEC, o último Prouni para comprovação das informações

            A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicarão, automaticamente, em reprovação.

            Algumas instituições submetem os candidatos pré–selecionados a um processo seletivo próprio, que pode ser diferente do vestibular. O candidato pode verificar qual instituição irá aplicar este processo seletivo próprio na página do ProUni. Nesse caso, a instituição deverá comunicar o candidato pré–selecionado, observado o prazo mínimo de 48 horas após seu comparecimento na instituição, e informá–lo quanto à natureza e aos critérios de aprovação. Não poderá ser cobrada qualquer taxa por esse processo próprio de seleção.

 

Como posso comprovar que entreguei a documentação exigida?

            Ao receber a documentação entregue pelo candidato, a instituição de ensino obrigatoriamente deverá entregar o Protocolo de Recebimento de Documentação do ProUni. Contudo, o candidato deve ficar atento, pois esse procedimento não afastará eventual exigência de entrega de documentos adicionais caso seja julgado necessário pelo coordenador do ProUni na instituição de ensino na qual foi pré–selecionado.

Qual o critério de desempate?

            No caso de notas idênticas na média aritmética do Enem, o desempate entre os candidatos será determinado de acordo com a seguinte ordem de critérios:

I. maior nota na prova de redação;

II. maior nota na prova de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias;

III. maior nota na prova de Matemática e suas Tecnologias;

IV. maior nota na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias;

V. maior nota na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias;

 

Se não houver formação de turma para o curso em que fui pré–selecionado?

            É informado à época da inscrição no processo seletivo do ProUni, que a bolsa só poderá ser concedida ao candidato caso haja formação de turma no período letivo inicial do curso, o que ocorrerá somente se houver a quantidade necessária de alunos matriculados para a formação de uma turma inicial.

            Os candidatos pré–selecionados para cursos nos quais não houver formação de turma no período letivo inicial serão reprovados, tendo direito à bolsa apenas nos casos em que já estiverem matriculados em períodos letivos posteriores do respectivo curso.

            Os candidatos pré–selecionados na primeira etapa, reprovados por não formação de turma, poderão inscrever–se na segunda etapa do processo seletivo do ProUni.

 

Os candidatos que não forem pré–selecionados na primeira etapa poderão inscrever–se na segunda etapa?

            Sim, os candidatos não pré–selecionados poderão inscrever–se na segunda etapa. As inscrições são realizadas exclusivamente pela Internet, acessando o Sistema do ProUni.

Os estudantes que foram selecionados na primeira etapa poderão participar da segunda etapa do processo seletivo do ProUni 1°/2010?

            Não, o estudante que foi selecionado na primeira etapa e assinou o Termo de Concessão de Bolsa do ProUni não poderá se inscrever na segunda etapa do Programa.

E se o estudante contemplado com uma bolsa de 50% não puder pagar a outra metade da mensalidade?

            O bolsista parcial de 50% poderá utilizar o FIES – Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior para financiar os outros 50% da mensalidade. Para isso, é necessário que a instituição para a qual o candidato foi selecionado tenha firmado Termo de Adesão ao FIES. Para saber mais sobre o FIES, consulte o Portal do MEC ou ligue 0800.616161.

Quais são as fases do processo seletivo do ProUni?

I – Primeira Etapa

a. Inscrição: o candidato escolhe até 5 opções de curso em instituições diferentes ou na mesma instituição, dentre as disponíveis conforme seu perfil socioeconômico.

b. Pré–seleção: O ProUni pré–seleciona os estudantes que obtiverem as melhores notas no Enem. O estudante é pré–selecionado para sua opção de maior prioridade, onde existam vagas disponíveis. Portanto, o estudante que tiver obtido o melhor resultado no Enem é o primeiro a ser beneficiado em sua primeira opção, e assim por diante. A consulta do resultado da primeira etapa, será por meio do telefone 0800.616161, da página eletrônica do ProUni na Internet e instituições participantes.

c. Confirmação de dados do estudante: Após verificar o resultado da pré–seleção, o candidato deve se dirigir à instituição para a qual foi pré–selecionado com os documentos necessários para a confirmação das informações prestadas na ficha de inscrição, no período pré-estabelecido.

É de responsabilidade do estudante o comparecimento no período estabelecido. A perda deste prazo ou a não comprovação das informações implicará na sua reprovação.

d. Processo seletivo das instituições: Algumas instituições submetem os candidatos pré–selecionados a um processo seletivo próprio. É possível verificar, na página eletrônica do ProUni, as instituições que aplicam este processo seletivo próprio. A instituição não poderá cobrar qualquer taxa pela aplicação deste exame.

e. Concessão da bolsa: Se aprovado nas etapas anteriores, e havendo formação de turma para a qual foi pré–selecionado, o candidato assina o Termo de Concessão de Bolsa do ProUni, tornando–se bolsista do ProUni.

II – Segunda Etapa

Mesmo procedimento da primeira etapa

Fonte: http://siteprouni.mec.gov.br/perguntas_frequentes.html

 

SISTEMA DE SELEÇÃO UNIFICADA (SISU)

O que é o Sistema de Seleção Unificada (SiSU)?

            É o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação, por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionarão novos estudantes exclusivamente pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), a partir do ano de 2009.

Quais as instituições e cursos participantes da seleção unificada?

            A lista das instituições participantes do SiSU e dos cursos oferecidos pode ser consultada no site: http://sisu.mec.gov.br/vagas.html O candidato poderá fazer sua consulta por estado, instituição ou curso.

Quem pode se inscrever no Sistema de Seleção Unificada?

            Podem se inscrever na seleção unificada os estudantes que fizeram o Enem 2009 e os que vão participar da novas seleções do Enem. É importante ressaltar que algumas instituições adotam notas mínimas para inscrição em determinados cursos. Nesse caso, no momento da inscrição, se a nota do candidato não for suficiente para concorrer àquele curso, o sistema emitirá uma mensagem com essa informação.

Como funciona o Sistema de Seleção Unificada?

            O processo seletivo por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) será realizado em três etapas:

Primeira Etapa

Segunda Etapa

Etapa Suplementar

            A cada etapa, o aluno faz sua opção, escolhendo o curso e a instituição para a qual deseja concorrer e efetua sua inscrição pelo sistema. O sistema seleciona automaticamente os candidatos melhor classificados em cada curso de acordo com as suas respectivas notas, o número de vagas disponíveis e o número de inscritos. Os candidatos selecionados têm um prazo para efetuar sua matrícula na instituição para a qual foram selecionados. As vagas eventualmente não ocupadas são disponibilizadas na etapa seguinte, e os candidatos interessados podem participar novamente, fazendo nova inscrição para concorrer a essas vagas. As três etapas seguem essa mesma dinâmica.

            Consulte as datas de cada etapa no site:

            http://sisu.mec.gov.br/cronograma.html

 

Como é feita a inscrição no SiSU?

            As inscrições dos candidatos são feitas exclusivamente pela internet, no site: http://sisu.mec.gov.br/

            Para se inscrever, o candidato deverá acessar o sistema (no campo "Acesse o Sistema de Seleção Unificada", no alto da página principal) e informar seu número de inscrição e a senha cadastrada no Enem 2009. Após estas informações, o sistema solicitará que o candidato crie uma nova senha, específica para o SiSU.

            O sistema também solicitará que o candidato informe um e-mail válido. Muita atenção ao cadastrar o e-mail, pois somente por meio dele o estudante poderá, caso necessite, recuperar sua senha do SiSU.

 

Como os candidatos que não possuem computador poderão se inscrever?

            As instituições de ensino participantes do SiSU devem disponibilizar acesso gratuito à internet para os candidatos que desejarem se inscrever.

É cobrada alguma taxa para a realização da inscrição?

            Não. As instituições participantes do SiSU não podem cobrar qualquer tipo de taxa de inscrição dos candidatos.

Qual o horário de inscrição no SiSU?

            O SiSU ficará disponível para inscrição dos candidatos nos períodos especificados no cronograma para cada etapa, das 6h às 23h59min.
É considerado o horário oficial de Brasília.

Como recuperar o número de inscrição ou a senha do Enem 2009?

            Caso o candidato tenha perdido seu número de inscrição ou sua senha do Enem 2009, deverá recuperá-la no endereço:  www.enem.inep.gov.br

Como recuperar a senha do SiSU?

            Caso o candidato tenha perdido a senha do SiSU, poderá recuperá-la acessando o sistema e clicando em "Esqueceu sua senha? Clique aqui para recuperá-la". A senha será enviada para o e-mail que foi informado pelo candidato no SiSU.

Quais os documentos necessários para fazer a inscrição no SiSU?

            Para se inscrever no SiSU, o candidato precisará apenas de seu número de inscrição e da senha cadastrada no Enem 2009.

            É necessário, no entanto, que ao se inscrever em um curso, o candidato fique muito atento aos documentos exigidos pela instituição para a efetivação da matrícula, em caso de aprovação. Esta informação estará disponível no sistema, assim que o candidato clicar na sua opção de instituição.

 

Como são informadas, no SiSU, as notas do candidato no Enem 2009?

            No momento que o candidato insere no sistema o seu número de inscrição e a senha do Enem 2009, o SiSU recupera, automaticamente, as suas notas obtidas no Enem 2009.

Há oferta de vagas para cursos na modalidade de ensino a distância no SiSU?

            Não, neste processo seletivo somente serão selecionados candidatos para vagas em cursos presenciais.

Há oferta de vagas específicas para políticas de ações afirmativas no SiSU?

            Há instituições participantes do SiSU que disponibilizam uma parte de suas vagas para as políticas afirmativas (afrodescendentes, indígenas, egressos de escola pública etc).

            Assim, em determinados cursos, pode haver duas modalidades de concorrência pelo SiSU: ampla concorrência e ações afirmativas. O candidato deverá, no momento da inscrição, optar por uma destas modalidades.

            Dessa forma, o candidato que optar por concorrer por uma determinada ação afirmativa estará concorrendo apenas com os candidatos que tenham feito essa mesma opção, e o sistema selecionará, dentre eles, os que possuírem as melhores notas no Enem.

Atenção: é de inteira responsabilidade do candidato se certificar de que atende os requisitos exigidos para concorrer a uma vaga destinada a política afirmativa e se possui os documentos que serão exigidos pela instituição de ensino no momento da matrícula, em caso de aprovação. A documentação necessária será informada pelo sistema, juntamente com os demais documentos exigidos para matrícula, quando o candidato clicar na sua opção de curso.

 

As instituições adotam pesos diferentes para as notas do Enem 2009?

            Algumas instituições participantes do SiSU adotam pesos diferenciados para as provas do Enem 2009. Esta informação estará disponível para o candidato no momento da inscrição. Assim, quando o candidato se inscrever para curso em que a instituição adotou peso diferenciado para determinada prova do Enem 2009, o sistema fará automaticamente o cálculo, de acordo com as especificações da instituição, gerando uma nova nota.

Como o SiSU calcula a nota do candidato quando ele se inscreve em curso que adote pesos diferentes para as notas do Enem?

            O SiSU calcula automaticamente a nova nota do candidato, de acordo com o peso especificado pela instituição para as provas do Enem, para determinado curso. O candidato poderá verificar, no próprio sistema, como foi efetuado o cálculo de sua nota específica para aquele curso, clicando em "Qual a composição de minha nota nessa opção?".

É possível que um mesmo candidato tenha notas diferentes para cursos diferentes?

            Sim. Como as instituições participantes do SiSU podem atribuir pesos diferentes nas provas do Enem 2009 para cada curso, a nota do candidato pode variar de acordo com o parâmetro definido pela instituição.

Como é calculada a nota de corte de cada curso, informada pelo SiSU como referência?

            Uma única vez por dia o SiSU calcula a nota de corte (menor nota para ficar entre os potencialmente selecionados) para cada curso com base no número de vagas disponíveis e no total dos candidatos inscritos naquele curso.

Atenção: a nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento de sua inscrição, não sendo garantia de seleção para a vaga ofertada. O sistema não faz o cálculo em tempo real e a nota de corte se modifica de acordo com a nota dos inscritos. A nota de corte só será informada pelo sistema a partir do segundo dia de inscrição em cada etapa.

 

Quais são os critérios de desempate?

            No caso de notas iguais, o desempate entre os candidatos será efetuado considerando-se a seguinte ordem de critérios:

Nota obtida na redação;

Nota obtida na prova de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias;

Nota obtida na prova de Matemática e suas Tecnologias;

Nota obtida na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias;

Nota obtida na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias;

 

O candidato pode imprimir o comprovante de sua inscrição?

            Sim. Ao finalizar a inscrição, o sistema possibilita ao candidato imprimir seu comprovante.

Depois de concluir sua inscrição, o candidato pode modificá-la?

            Sim. É permitido ao candidato, durante o período de inscrição, modificar sua opção quantas vezes julgar conveniente. É importante ressaltar que, para efeito de concorrência, o SiSU considerará a última inscrição concluída.

Como saber o resultado do SiSU?

            O resultado do candidato estará disponível no site: http://sisu.mec.gov.br/ e nas instituições participantes.

Posso me inscrever em mais de um curso no SiSU?

            Não. Em cada etapa de inscrição cada candidato poderá se inscrever em uma única opção de curso. Porém, esta opção pode ser alterada sempre que o candidato achar conveniente, até a data limite de cada período de inscrição.

O candidato que se inscreveu na primeira etapa, pode se inscrever nas etapas posteriores?

            Sim, é permitido ao candidato que se inscreveu na primeira etapa se inscrever novamente nas etapas posteriores.

O candidato que se inscreveu no SiSu também pode se inscrever no ProUni?

            Sim, os estudantes que se inscreveram no SiSU também podem se inscrever no Programa Universidade para Todos (ProUni), desde que atendam aos critérios do programa.

            O SiSU e o ProUni utilizam o ENEM 2009 como critério para seleção dos candidatos. O período de inscrições para o ProUni será divulgado em breve. Para saber mais sobre o ProUni acesse http://siteprouni.mec.gov.br/

 

Bolsista do ProUni pode se inscrever no SiSU?

            Sim, se tiver feito o ENEM 2009, o bolsista do ProUni pode se inscrever no SiSU.

            Porém, se for selecionado pelo SiSU deverá optar pela bolsa do ProUni ou pela vaga do SiSU, pois é vedado ao bolsista utilizar uma bolsa do Programa e estar matriculado em instituição de ensino superior pública e gratuita.

Fonte: http://sisu.mec.gov.br/perguntas_frequentes.html

 

FIES

O que é FIES?

            O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar prioritariamente estudantes de cursos de graduação.
            Para candidatar-se ao Fies os estudantes devem estar regularmente matriculados em instituições de ensino não gratuitas cadastradas no programa, em cursos com avaliação positiva no SINAES.
            O Fies é operacionalizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE. Todas as operações de adesão das instituições de ensino, bem como de inscrição dos estudantes são realizadas pela internet, o que traz comodidade e facilidade para os participantes, assim como garante a confiabilidade de todo o processo.

Informações sobre o Fies: 0800 616161
Atendimento IES email: fies.instituicao.ensino@fnde.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Atendimento estudantes email:  fies.estudantes@fnde.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Acesso ao sistema para adesão das mantenedoras ao FIES:

http://sisfies.mec.gov.br ou http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=198&Itemid=304

Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=198&Itemid=304

Perguntas frequentes
O FIES financia cursos de educação técnica de nível médio?


            Após o atendimento prioritário aos cursos de graduação e havendo disponibilidade orçamentária, o FIES poderá financiar também cursos técnicos de nível médio, devidamente regularizados junto ao Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SISTEC).  
            Inicialmente, as inscrições estarão disponíveis apenas para financiamento de cursos de graduação da educação superior.

Como funciona o FIES?

            Enquanto cursa a faculdade, o estudante financiado se compromete a pagar, trimestralmente, os juros do financiamento, limitados a uma parcela máxima de R$50,00.
            Após formado, há um período de carência de dezoito meses antes do início do pagamento das prestações. A carência permite que o aluno possa recompor seu orçamento após a graduação. Durante esses dezoito meses, o aluno continua pagando trimestralmente, os juros do financiamento, limitados a uma parcela máxima de R$50,00.
            Após o período de carência, o financiamento começa a ser amortizado. Nos doze primeiros meses (Fase I) a prestação será igual a parte da mensalidade que era paga pelo estudante à instituição, com base no último semestre financiado. Terminado esse período, o saldo devedor é dividido em prestações iguais, pelo prazo de três vezes o período de utilização do financiamento (Fase II).


Quem pode se candidatar ao FIES?


            Podem se candidatar ao FIES, os estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação não gratuitos, com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), oferecidos por Instituições Educação Superior com adesão ao Programa.
Não poderão contratar financiamento pelo FIES os estudantes:

·                    inadimplentes com o FIES;

·                    inadimplentes com o Programa de Crédito Educativo (CREDUC)

·                    beneficiários de bolsa integral do Programa Universidade para Todos  (ProUni);

·                    beneficiários de bolsa parcial do ProUni, em curso/turno diferente daquele vinculado ao financiamento.

·                    estudantes que já tenham sido beneficiados pelo FIES.

·                    cuja mensalidade do curso comprometa o percentual de até 20% da renda familiar bruta per capita.


Estudantes menores de idade podem participar?

            O estudante menor de dezoito anos pode contratar o financiamento estudantil, desde que atenda aos demais critérios do FIES.

Entretanto, é necessário que, no momento da assinatura do contrato na CAIXA ou Banco do Brasil, esteja acompanhado de seu pai, mãe ou representante legal.

Estudantes com restrições cadastrais podem participar?

            Não. Para participar do FIES, é exigida a comprovação de idoneidade cadastral do estudante.

Como faço para me inscrever?

            As inscrições para o FIES são feitas exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico www.sisfies.mec.gov.br, em data a ser divulgada oportunamente.


Qual a taxa de juros do FIES?

            Para os contratos assinados a partir de 26 de agosto de 2009, a taxa de juros aplicada aos contratos do FIES é de 3,5% ao ano, para qualquer curso.

É necessária apresentação de fiador?

            Sim, para a contratação do FIES é necessário que o estudante tenha um fiador.
Existem duas formas de fiança: fiança tradicional e fiança solidária.


Como funciona a fiança tradicional?

            A fiança tradicional consiste na apresentação, como garantia do financiamento, de pessoa física, maior, com idoneidade cadastral e  renda pessoal bruta de, no mínimo, o dobro do valor da mensalidade do curso a ser financiado.
Obs. Para bolsistas parciais do ProUni a renda do fiador deve ser, no mínimo, igual ao valor total da mensalidade do curso a ser financiado.

Admite-se o acréscimo de um fiador para compor a renda exigida, limitado a dois fiadores por contrato.

O pai ou a mãe do estudante poderá ser fiador.

            Não poderá ser fiador o cônjuge do candidato ou o aluno que conste como beneficiário do FIES ou do Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC), salvo nos casos de quitação dos financiamentos recebidos.

Como funciona a fiança solidária?

            A fiança solidária consiste na formação de grupos de 3 a 5 estudantes. Os estudantes tornam-se fiadores entre eles, responsabilizando-se reciprocamente pelo pagamento das prestações de todos os participantes do grupo. Nesse caso, não há a necessidade de comprovação de renda.

Quais os bancos habilitados a contratar o FIES?

            Os bancos habilitados a contratar o FIES são a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

O FIES financia cursos de mestrado e doutorado?

            Após o atendimento prioritário aos cursos de graduação e havendo disponibilidade orçamentária, o FIES poderá financiar também cursos de mestrado e doutorado que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Inicialmente, as inscrições estarão disponíveis apenas para financiamento de cursos de graduação da educação superior.
Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=185&Itemid=308

COTAS

O que são as cotas?

            É um projeto lei aprovado em 1999 pelo Senado Federal, dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e estaduais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio, em que decreta que as instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação reservarão em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, dessas vagas 50% deve ser reservada  aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita. Além de reservar vagas aos negros, pardos e indígenas, no mínimo igual à proporção de negros, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

Maiores informações acesse http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/getPDF.asp?t=53196

            O processo de cotas gera ainda muitas polêmicas no país inteiro e promove discurssão no Senado de acordo com ROCHA e COSTA, 2009 :

O próximo ano pode ser decisivo para o projeto de lei 73/99 que prevê a inclusão de alunos em universidades públicas brasileiras por meio de cotas sociais e raciais. O PL tramita há 10 anos e o governo espera colocá-lo em pauta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para ser votado ainda em 2010. Tudo indica, no entanto, que a tarefa não será simples.

''Recebi vários reitores de universidades reclamando do tamanho da cota. Pretendo incluir no meu texto que ela seja reduzida para 20% dos alunos que tenham vindo do ensino público'', diz o senador Demóstenes Torres (DEM - GO), presidente da CCJ.

A proposta a ser votada prevê a reserva de 50% das vagas das universidades públicas para estudantes que tenham cursado o Ensino Médio em escolas da rede pública.

''A votação não deve acontecer tão cedo, pois o governo está segurando. A ampla maioria prefere a cota social para alunos do ensino público, mas o governo quer também a cota racial. Já estou com meu voto pronto, mas não sei quando a votação vai acontecer'', afirma Torres.

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), relatora do projeto de lei, acredita que a proposta seja votada e aprovada ainda em 2010. [...]Uma audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entre os dias 3 e 5 de março de 2010, sobre cotas raciais promete esquentar as discussões. O encontro é em razão de ações ajuizadas, uma de descumprimento de preceito fundamental e um recurso extraordinário.

            Para esclarecer sobre o procedimento de cotas nas Universidades deve consultar o regulamento da Universidade que se pretende ingressar e informa sobre o que é necessário para participar e as exigências. Cada IES tem um critério para seleção dos cotistas, essas informações geralmente encontra no edital de seleção do vestibular ou no manual de candidato.

BOLSA DE ESTUDO

O que é  Bolsa de Estudo ?

            Bolsa de Estudo é um programa que representa a oportunidade de conclusão de um curso superior para estudantes que não possuem condições de arcar com as mensalidades em instituições privadas. Há diversos tipo de bolsa, o PROUNI que é uma modalidade de abrangência nacional, mas há incentivos regionais como a Bolsa OVG oferecida aos estudantes regularmente matriculados em instituições privadas de ensino no Estado de Goiás e pagam a contribuição de 200 reais do valor total da mensalidade para universitários.

            Algumas empresas, conforme Lei nº 9.249/95, legalmente constituídas fazem doações que serão deduzidas no Imposto de Renda e convertidas em Bolsas de Estudos aos estudantes com vínculo empregatício na empresa.

            Algumas instituições promovem descontos como o  programa familiar que é  destinado a famílias que têm mais de um estudante matriculado na Instituição. Oferecem também descontos nas mensalidades de acordo com a data de pagamento.

            Mas não somente as Instituições Privadas concedem bolsas aos universitários, muitas IES públicas há programas que beneficiam estudantes de baixa renda oferecendo alojamento na faculdade, isenções de taxas acadêmicas; bolsa alimentação; bolsa de monitoria; bolsa de iniciação científica; bolsa de licenciatura; bolsa de extensão; bolsa de estágio; serviço odontológico; programa saudavelmente; restaurante universitário; programa de incentivo a participação do estudante em eventos científicos e culturais e outros.

            É importante consultar a Instituição onde pretende estudar e verificar  as formas de incentivo aos estudantes, os tipos de bolsas de estudos que adotam ou são credenciados,  e as exigências solicitadas. Certifique antecipadamente a fim de se orientar e organizar os documentos necessários, caso acha uma oportunidade de concessão de bolsa de estudo a você.

 

CURSOS E INSTITUIÇÕES

Onde encontrar sobre os Cursos e IES?

            Melhor local para saber sobre informação de cursos e instituições é através do portal: http://emec.mec.gov.br/ . Quando acessado aparecerá a tela a seguir:

 

 

            Onde consta busca por instituição ou curso, selecione um deles, se caso selecionar instituição aparecerá um campo em branco para preencher o Nome ou Sigla da Instituição, a UF (Estado), Município e a Modalidade Educação Presencial ou Educação a Distância. Sendo o nome ou sigla da instituição obrigatório o preenchimento.

            Se caso selecionar curso, aparecerá o Nome ou Sigla da Instituição, a UF (Estado), Curso, Município e a Modalidade Educação Presencial e Educação a Distância. Sendo o preenchimento do curso obrigatório não sendo necessário a instituição.

            Esse portal consta todas as instituições credenciados e cursos autorizados e  reconhecidos e em fase de reconhecimento  no Brasil.

Porque é importante estudar numa IES que é credenciada pelo MEC e verificar se o curso é autorizado e reconhecido?

            Qualidade no ensino superior é algo que preocupa milhares de estudantes, principalmente aqueles que estão para entrar na universidade e desejam ter a certeza de fazer um curso decente. Para auxiliar os interessados em saber se a instituição é credenciada pelo Ministério da Educação, além de outras informações úteis, a Secretaria de Educação Superior (SESu) possui o Cadastro das Instituições Superiores, que pode ser acessado gratuitamente.

            Explica Orlando Pilati, coordenador-geral de Acreditação de Cursos em Instituições de Ensino Superior do MEC, explica que antes de fazer um curso a primeira providência é verificar se a instituição é credenciada . O cadastro contém dados atualizados de todas as instituições de ensino superior (IES) credenciadas, sejam elas públicas ou particulares, federais, estaduais ou municipais.

            O credenciamento das instituições federais e privadas é feito pelo MEC. Já os governos dos estados são responsáveis pelas estaduais e municipais. “Há percepção equivocada a respeito da regularidade dos cursos superiores. Confunde-se credenciamento de instituição com autorização e reconhecimento de curso. São coisas distintas”, diz Pilati. Após verificar se a instituição existe e observar os dados relativos a ela, no cadastro, o segundo passo é verificar se o curso é autorizado.

            Universidades e centros universitários têm autonomia para criar cursos, por meio do seu colegiado ou conselho superior – à exceção dos cursos de medicina, odontologia, psicologia e direito (privados ou federais), que devem ser autorizados pelo MEC, após aprovação do Conselho Nacional de Educação (CNE). Os demais cursos superiores são inicialmente autorizados pelo poder público (MEC ou governo estadual).

Reconhecimento – Quando metade da carga curricular prevista para o curso for concluída, a instituição credenciada deve solicitar o reconhecimento do curso. “Não há problema que um curso funcione só com o ato de autorização da autoridade competente”, esclarece Orlando Pilati. Além da fonte básica de informação, que é o cadastro da SESu, toda instituição credenciada deve tornar públicas e manter atualizadas, em página eletrônica própria, as condições de oferta dos cursos por elas ministrados.

            Também devem ser prestadas informações sobre biblioteca; laboratórios; infra-estrutura de informática; relação de cursos autorizados e reconhecidos, citando o ato de reconhecimento e dos cursos em processo de reconhecimento, mencionando o ato legal de autorização; resultados obtidos nas últimas avaliações externas; valor das mensalidades por curso e/ou habilitação e formas de reajuste. O estudante tem o direito de buscar as informações também na universidade.

            “Se a instituição fornece todas ou a maioria das informações, já é um bom indicador de qualidade”, afirma Pilati. Ele destaca que “o estudante deve lembrar-se que nenhum curso, público ou privado, será de boa qualidade se ele também não fizer a sua parte: estudar com afinco”.

            Na sua opinião, o estudante é parte do processo, precisa se certificar das questões qualitativas da universidade e do curso que pretende fazer, mas é interessante que se envolva, participe e cumpra suas obrigações.

            O cadastro pode ser acessado http://emec.mec.gov.br/. Mais informações sobre a situação das IES e dos cursos podem ser obtidas por meio dos telefones 0800-616161 e (61) 2104-8722/9774.

Fonte: http://www.inesul.edu.br/novo/index.php/noticias/ver/102

 

BIBLIOGRAFIA

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ROCHA, Carolina;COSTA, Marina Morena. Último Segundo, 24 de dezembro de 2009, disponível em: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/12/24/senado+discute+aprovacao+da+lei+de+cotas+em+universidades+9249748.html, acessado dia 13/02/2010.

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BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394/96 de 20 de dezembro de 1996.

 

 

 “Não há amanhã sem projeto, sem sonho, sem utopia, sem esperança, sem o trabalho de criação e desenvolvimento de possibilidades que viabilizem a sua concretização. É neste sentido que tenho dito em diferentes ocasiões que sou esperançoso não por teimosia, mas por imperativo existencial (...) O meu discurso a favor do sonho, da utopia, da liberdade, da democracia é o discurso de quem recusa a acomodação e não deixa morrer em si o gosto de ser gente, que o fatalismo deteriora”

(FREIRE, 2001, p. 85).